O empenho de Hugo Motta em dar uma resposta à crise do banco Master
Postado 17/03/2026 18H43
Relatório sobre projeto que muda regras para atuação do Banco Central deve ficar pronto nesta semana. Pauta da Câmara inclui votação, nesta terça-feira, 17, de proposta que eleva o limite do faturamento permitido para o microempreendedor individual
Ao anunciar a pauta desta semana de votação presencial, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou dar uma resposta à crise desencadeada pelas descobertas da Polícia Federal sobre o banco Master. Ele se empenhou em ser propositivo e emitir sinais saneadores do problema que atingiu instituições financeiras, colocou em dúvida o controle por parte do Banco Central, e chegou a políticos e até a ministros do STF. Existe no Congresso o temor de que as investigações da PF avancem sobre deputados e senadores relacionadas ao Master.
Um dos destaques da lista de Motta é o projeto de lei complementar 281/2019, que já era uma prioridade da equipe econômica antes do escândalo. A proposta atualiza as normas para que o Banco Central possa salvar ou liquidar uma instituição financeira em crise. O relator, Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), trabalha em ajustes no texto e deve apresentar novo parecer até o final desta semana. Segundo Motta, a equipe econômica do governo vai se reunir com Queiroz para acertar os últimos detalhes da proposta.
É um projeto para o sistema financeiro nacional ter mais segurança, mecanismos para evitar que problemas e fraudes aconteçam, disse Motta. “É uma resposta que a Câmara dá para esse momento que estamos passando e vem, na minha opinião, como o passo seguinte à autonomia do Banco Central, acrescentou o presidente da Câmara, que tentou votar o projeto na semana passada, mas adiou para que houvesse mais tempo para os ajustes.
Neste mês em que está aberta a chamada “janela eleitoral”, quando deputados podem mudar de legenda sem perder os mandatos, os trabalhos da Câmara ficaram mais concentrados nesta semana, com sessões presenciais de segunda à terça. Nas outras semanas, as sessões serão remotas para não atrapalharem as negociações políticas.
Neste mês em que está aberta a chamada “janela eleitoral”, quando deputados podem mudar de legenda sem perder os mandatos, os trabalhos da Câmara ficaram mais concentrados nesta semana, com sessões presenciais de segunda à terça. Nas outras semanas, as sessões serão remotas para não atrapalharem as negociações políticas. Fonte: em.com.br
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